Comprar marca junto com o negócio (trespasse): como funciona

Comprar um negócio em funcionamento (o chamado trespasse, a venda do estabelecimento empresarial) costuma envolver ponto, estoque, equipamentos, clientela e, muitas vezes, o ativo mais valioso de todos: a marca. O problema é que muita gente assina o trespasse achando que a marca "vem junto" automaticamente. Não vem. Este artigo mostra como garantir que a marca realmente mude de mãos.

Marca não se transfere sozinha

O estabelecimento é o conjunto de bens organizados para a atividade, e o contrato de trespasse transfere esse conjunto. Mas a marca registrada é um direito com registro próprio no INPI, e a mudança de titular exige anotação de transferência por petição específica. Se o contrato não tratar da marca expressamente e a anotação não for feita, o registro continua em nome do vendedor. Anos depois, você descobre que construiu seu negócio sobre uma marca que juridicamente não é sua.

Primeiro passo: descobrir se existe marca registrada (e de quem)

Antes de negociar o trespasse, faça a busca no INPI pelo nome do negócio:

Se precisar, o passo a passo da consulta está em como fazer busca de marca no INPI.

Como estruturar a transferência no trespasse

Due diligence da marca dentro da due diligence do negócio

Além da titularidade, verifique a saúde do registro: vigência e prorrogação em dia, uso comprovado (afastando caducidade), ausência de oposições, nulidades e penhoras. O roteiro completo está em como saber se uma marca à venda está regular no INPI.

⚠️ Enquanto você lê, outra pessoa pode estar registrando a sua marca. O INPI protege quem chega primeiro.

Consultar se minha marca está disponível →

E quando só a marca interessa?

Às vezes o comprador quer a marca, não a operação. Nada impede comprar apenas a marca por cessão comum, deixando o estabelecimento de fora. O caminho é o da compra direta que descrevemos em comprar marca registrada: guia completo.

O que acontece quando a marca fica de fora: um caso típico

Um exemplo que se repete em consultorias: o comprador adquire uma hamburgueria em funcionamento, com ponto, equipe e clientela. Dois anos depois, ao tentar abrir a segunda unidade, descobre que a marca estava registrada no CPF do antigo sócio, que nunca assinou cessão nenhuma. Resultado: o ex-dono, agora concorrente, notifica o comprador para parar de usar o próprio nome do negócio que comprou, ou cobra pela licença. Juridicamente, ele pode: o registro é dele. O comprador fica entre pagar de novo pelo que achou que tinha comprado, rebatizar o negócio ou brigar na justiça com resultado incerto. Uma cláusula de cessão e uma petição no INPI teriam evitado tudo.

Resumo: o mínimo que o contrato de trespasse deve conter sobre a marca

Como a Agora Marcas pode ajudar

A Agora Marcas entra na due diligence do trespasse para cuidar do que envolve a marca: verificação no INPI, cláusulas de cessão corretas e anotação da transferência até a publicação. Faça uma consulta gratuita antes de assinar a compra do negócio.

Aproveite e consulte se a sua marca está disponível

Enquanto você lê, descubra em minutos se a sua marca pode ser registrada no INPI. Grátis e sem compromisso.