Marca à venda: como checar se está regular no INPI

Nenhuma compra de marca deveria acontecer sem uma verificação completa no INPI. É a chamada due diligence de marca: o conjunto de checagens que confirma se aquilo que o vendedor oferece existe, está em vigor, pertence a ele e não carrega problemas ocultos. Este guia mostra o que verificar, item por item.

1. O registro existe e está em vigor?

Todo registro de marca tem um número de processo no INPI. Peça esse número ao vendedor e consulte a situação na busca pública do INPI. O que você precisa ver:

Se você nunca usou a busca do INPI, comece por como fazer busca de marca no INPI.

2. O vendedor é mesmo o titular?

A consulta mostra o nome do titular do registro. Compare com os documentos de quem está vendendo: CNPJ ou CPF precisam bater. Situações de alerta:

3. Quais classes o registro cobre?

A marca só protege os produtos e serviços das classes registradas. Confira se as classes cobrem a sua atividade real. Comprar uma marca da classe 43 (alimentação) para usar em uma loja de roupas (classe 25) não te protege no que importa. Veja como funciona em classes do INPI.

4. Existem processos administrativos pendentes?

No histórico do processo, verifique despachos e petições publicados na RPI:

⚠️ Enquanto você lê, outra pessoa pode estar registrando a sua marca. O INPI protege quem chega primeiro.

Consultar se minha marca está disponível →

5. A marca é realmente usada?

Mesmo sem pedido de caducidade em curso, uma marca sem uso há quase 5 anos é vulnerável: qualquer interessado pode pedir a caducidade depois da compra. Peça provas de uso (notas fiscais, embalagens, publicidade datada) e ajuste o preço ao risco. O tema rende um alerta próprio em comprar marca caducada ou extinta.

6. Há penhora, garantia ou disputa judicial?

Marca é ativo penhorável. Verifique anotações de penhora no próprio INPI e faça pesquisa de processos judiciais em nome do titular. Marca dada em garantia de dívida ou disputada em ação judicial não pode ser transferida com segurança.

7. A regra do artigo 135 da LPI

A cessão deve incluir todos os registros e pedidos de marcas iguais ou semelhantes do vendedor para atividades afins. Levante o portfólio completo do titular no INPI: se ele tem variações da marca, elas precisam entrar no negócio, sob pena de cancelamento dos registros remanescentes.

Checklist resumido da due diligence

ItemOnde verificarSinal vermelho
Vigência do registroConsulta do processo no INPIExtinto, arquivado ou prorrogação não paga
TitularidadeDados do processo x documentos do vendedorNome divergente ou empresa baixada
Classes cobertasEspecificação do registroClasse não cobre a sua atividade
PendênciasDespachos e RPICaducidade, nulidade ou oposição em curso
Uso efetivoProvas do vendedor + pesquisa de mercadoSem uso há perto de 5 anos
ÔnusAnotações no INPI + pesquisa judicialPenhora, garantia ou disputa em andamento

Quando a due diligence recomenda desistir

Nem toda fragilidade mata o negócio: prazo de prorrogação próximo se resolve pagando a taxa, cadastro desatualizado se regulariza, falta de uso recente vira desconto no preço. Mas três achados costumam justificar sair da mesa: caducidade em curso sem provas de uso consistentes (o registro provavelmente vai cair), titularidade que não fecha (quem vende não pode ceder) e penhora ou litígio ativo sobre a marca (você compraria uma briga alheia). Nesses casos, a alternativa quase sempre é melhor: esperar o desfecho, negociar outro ativo ou registrar um nome novo.

Como a Agora Marcas pode ajudar

Essa verificação exige leitura técnica de despachos, RPI e histórico processual. A Agora Marcas, com mais de 20 mil marcas atendidas, faz a due diligence completa da marca que você quer comprar e entrega um parecer claro: comprar, renegociar ou desistir. Faça uma consulta gratuita antes de assinar qualquer contrato.

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